Periodontia: você sabe o que é?

Tempo de leitura: 7 minutos

Um dos ramos importantes da saúde bucal, a periodontia é uma especialidade odontológica responsável pelo diagnóstico, a prevenção e o tratamento de doenças na gengiva e nos tecidos que envolvem os dentes, como a periodontite. Trata-se, portanto, de uma área que tem o objetivo de evitar e curar processos inflamatórios e infecciosos ao redor dos elementos dentários.

No post de hoje, apresentaremos algumas características dessa doença: seus públicos de risco, o tratamento e as formas de prevenir o seu desenvolvimento. Continue lendo e confira!

O que é periodontite?

A periodontite é, hoje, a principal responsável pela mobilidade e perda de dentes na idade adulta. E a periodontia, como dissemos, é a ciência que estuda, trata e previne essa doença.

Tudo começa com a gengivite, uma inflamação provocada por bactérias que afetam a gengiva. Chamada também de placa bacteriana ou biofilme, essa doença é causada pelo acúmulo de restos alimentares, saliva e microrganismos na gengiva e ao redor dos dentes.

Por meio da ação mineralizadora da saliva, essa placa aglutinada pode endurecer e grudar nos dentes, o que recebe o nome de cálculo dental ou tártaro. Ele serve como um apoio para que mais biofilme se acumule naquele local, oferecendo meios para que a doença se desenvolva, já que propicia um aumento do número de bactérias ali presentes.

Dessa maneira, a inflamação que estava apenas na margem entre a gengiva e o dente se espalha para os tecidos ao redor, como os ligamentos e ossos, que dão suporte aos elementos dentários. E é nesse momento que a doença passa de uma gengivite para a periodontite.

Existe um público de risco?

Como a gengiva é o revestimento do osso que sustenta os dentes e tem um papel essencial na saúde bucal, situações como má higiene, tabagismo, estresse, baixa imunidade e hábitos alimentares ruins podem deixá-la vulnerável à ação bacteriana — e às suas consequências.

Mas ainda existem outros fatores, enumerados pelos dentistas, que podem aumentar as chances de uma pessoa precisar da periodontia:

  • predisposição genética;
  • idade avançada;
  • diabetes;
  • efeitos colaterais de certos medicamentos;
  • alterações hormonais, como gravidez e menopausa;
  • consumo excessivo de bebidas alcoólicas e drogas;
  • problemas de formação dentária.

De fato, pessoas com essas características ficam mais susceptíveis a uma evolução acelerada da periodontite. Ainda assim, mesmo que não pertençamos ao público de risco, todos nós estamos sujeitos à inflamação na gengiva, especialmente por falta de higiene.

Quais são os sinais e sintomas?

O principal sintoma da periodontite é o sangramento na gengiva, acompanhado de inchaço e vermelhidão. Porém, é importante ficar atento também a alterações na posição dos dentes, retrações gengivais, lugares nos quais alimentos ficam parados constantemente, inchaços e qualquer outra anormalidade.

Em caso de dúvidas, é recomendado consultar um profissional, que poderá fazer uma avaliação precisa sobre a sua saúde bucal.

Quando devo procurar um periodontista?

Deve-se recorrer ao dentista assim que se perceber o sangramento nas gengivas, ou qualquer alteração ou sinal dito acima.

O ideal é fazer uma visita ao profissional a cada 6 meses, para que sejam renovadas as dicas de higiene. Assim, ao mínimo indício de alteração você já será encaminhado a um especialista, ou começará o tratamento.

Esse diagnóstico precoce é capaz de evitar que os sintomas se intensifiquem e que o tratamento se torne mais invasivo e caro. Lembre-se: a prevenção é o melhor remédio, por isso, é muito importante consultar-se com o dentista regularmente.

O tratamento dói? Como ele é feito?

Para quem tem um acompanhamento regular com um profissional, as chances de desenvolver uma periodontite tornam-se bem menores, pois a principal forma de prevenção é a remoção da placa bacteriana que, normalmente, é realizada pela escovação diária.

Em consultório, o dentista faz uma limpeza mais profunda, chamada profilaxia, e, quando necessário, raspa a superfície dos dentes com o auxílio de aparelhos de ultrassom ou curetas. Essa curetagem e alisamento dos dentes não dói, e serve para diminuir a retenção de placa bacteriana e eliminar o biofilme mineralizado e endurecido, mais conhecido como tártaro.

A duração do tratamento, portanto, dependerá da gravidade das inflamações e infecções e da quantidade de cálculos presos aos dentes e às suas raízes. Pode durar apenas uma sessão, ou se estender por duas ou mais.

Podem haver complicações?

Aparentemente, a periodontia pode parecer uma área de gravidade moderada. Entretanto, a falta de tratamento da periodontite pode provocar mau hálito, perda de elementos, destruição do osso que sustenta os dentes, infecções e prejuízos estéticos causados pela mobilidade dental, que pode deixar espaços abertos entre os dentes, conhecidos como diastemas.

Por outro lado, em contrapartida às graves consequências que as doenças da gengiva podem causar, há muitos benefícios para aqueles que mantêm a saúde bucal em dia.

Ao realizar a prevenção e o tratamento de periodontia, os pacientes podem remover as placas bacterianas ainda no início de sua formação, o que diminui o grau de infecção bucal, evita sangramentos e todos os outros pontos negativos causados pela periodontite. Além, é claro, da manutenção de um sorriso bonito e saudável.

De que maneira posso evitar doenças na gengiva?

Para evitar as doenças gengivais, os cuidados devidos se resumem ao básico: escovar os dentes com atenção, passar o fio dental diariamente e visitar o dentista periodicamente. Vejamos, então, como fazer todas essas precauções da maneira correta:

1. Escove os dentes com atenção

Coloque a escova de cerdas macias em uma inclinação de 45º com a gengiva e faça movimentos suaves para que o tecido não seja machucado. Preste muita atenção durante a higienização de seus dentes, para alcançar todos os espaços existentes e promover uma limpeza geral da sua boca.

2. Passe o fio dental diariamente

O pedaço do fio deve ser de, aproximadamente, 40 cm. Ele será enrolado nos dedos médios e deixado 10 cm entre os dois dedos, para a limpeza dos dentes. Com o indicador e o polegar, conduza o fio de maneira a colocá-lo entre os dentes e acompanhar as curvas de cada um deles.

Ao trocar de dente, lembre-se de deslizar o fio e utilizar um pedaço limpo, a fim de evitar a transferência de bactérias de um lugar para o outro.

3. Lembre-se da língua

Muitos não sabem, mas a língua é responsável pela retenção do maior número de bactérias na boca. Por isso, sua limpeza é essencial.

Ela deve ser a última a ser escovada, com movimentos do fundo para a ponta como se você a estivesse penteando. Depois, limpe muito bem a escova e não volte-a aos elementos dentais para não transportar microrganismos de volta a eles.

4. Visite o dentista regularmente

Talvez o mais importante dos cuidados seja a consulta regular com o dentista. Afinal, ele é o responsável por fazer a limpeza mais profunda, renovar as dicas de limpeza e verificar qualquer situação de risco em sua boca.

Em outras palavras, esse profissional cuidará da sua boca melhor do que qualquer outra pessoa. Por isso, encontre um no qual você confie, e mantenha consultas regulares para cuidar da sua saúde bucal.

Enfim, gostou do post? Agora, se você ainda tem alguma dúvida sobre a periodontia ou qualquer outro assunto ligado à parte odontológica, entre em contato com a nossa empresa! Estamos sempre à disposição.

Sobre DF Prime Odontologia

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